Nos
dias 1 e 2 de novembro de 2013, na cidade de Tegucigalpa, em Honduras,
na América Central, nasceu a ALIANÇA EVANGÉLICA LATINA – AEL.
Representantes credenciados por Alianças e Confraternidades
Evangélicas de Argentina, Belize, Bolívia, Brasil, Colômbia, Costa Rica,
Chile, Equador, El Salvador, Espanha, Estados Unidos, Guatemala,
Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República
Dominicana, Uruguai e Venezuela, reunidos em torno do Foro
Ibero-americano de Diálogo Evangélico (FIDE), decidiram converter FIDE
na AEL, uma Aliança Evangélica de dimensões continentais. Além dos
países latino-americanos, inclui Espanha e latinos nos Estados Unidos.
A Aliança Evangélica Latina nasce com respaldo da Aliança Evangélica Mundial (WEA, por sua sigla em Inglês). Gordon Showell-Rogers Secretário Geral Associado e Rob Walter Brynjolfson, Diretor do Instituto de Liderança, ambos da WEA, estiveram presentes como observadores e manifestaram apoio da WEA e respaldo para a consolidação da nova aliança.
A situação dos evangélicos em alguns países da AL
A reunião teve o momento para receber informes dos diferentes países participantes. Aqui destacamos algumas informações relevantes e sensíveis sobre alguns países:
Honduras, que recebeu os líderes latino-americanos, é um país pobre, com alta concentração de renda e com índices de violência com destaque internacional. Mas os evangélicos conquistam grande reconhecimento do estado e da sociedade porque envolvem-se em assuntos de educação, AIDS, dívida externa, justiça & paz, família & vida, proteção infantil (física e moral), reconciliação, etc;
Na Bolívia começam a aparecer casos de perseguição aberta a pastores que não se alinham com uma agenda contrária à família e à vida. Uma situação preocupante é que no país desaparecem três pessoas ao dia por causa do tráfico de órgãos;
Na Venezuela a liberdade religiosa está ameaçada. Os processos democráticos e as instituições políticas estão em desmonte;
No Peru as igrejas evangélicas (em sua maioria) caminham para uma ilegalidade, pois não alcançarão as 10.000 "firmas reconhecidas" necessárias para existirem. Uma agência missionária com atuação internacional para ser reconhecida, precisará ter mais de 120 missionários atuantes;
Na Colômbia, evangélicos estão muito envolvidos no processo de paz, reconciliação e no acompanhamento dos muitos presos, depois de tantos anos de conflitos internos;
Na Guatemala existe uma coesão interna para enfrentar a pobreza e injustiça social;
No Paraguai o golpe de estado foi reprovado por muitos líderes evangélicos, mas a ênfase do novo governo de enfrentar a corrupção, um mal histórico e institucionalizado, tem rendido apoio ao novo governo.
A reunião teve o momento para receber informes dos diferentes países participantes. Aqui destacamos algumas informações relevantes e sensíveis sobre alguns países:
Honduras, que recebeu os líderes latino-americanos, é um país pobre, com alta concentração de renda e com índices de violência com destaque internacional. Mas os evangélicos conquistam grande reconhecimento do estado e da sociedade porque envolvem-se em assuntos de educação, AIDS, dívida externa, justiça & paz, família & vida, proteção infantil (física e moral), reconciliação, etc;
Na Bolívia começam a aparecer casos de perseguição aberta a pastores que não se alinham com uma agenda contrária à família e à vida. Uma situação preocupante é que no país desaparecem três pessoas ao dia por causa do tráfico de órgãos;
Na Venezuela a liberdade religiosa está ameaçada. Os processos democráticos e as instituições políticas estão em desmonte;
No Peru as igrejas evangélicas (em sua maioria) caminham para uma ilegalidade, pois não alcançarão as 10.000 "firmas reconhecidas" necessárias para existirem. Uma agência missionária com atuação internacional para ser reconhecida, precisará ter mais de 120 missionários atuantes;
Na Colômbia, evangélicos estão muito envolvidos no processo de paz, reconciliação e no acompanhamento dos muitos presos, depois de tantos anos de conflitos internos;
Na Guatemala existe uma coesão interna para enfrentar a pobreza e injustiça social;
No Paraguai o golpe de estado foi reprovado por muitos líderes evangélicos, mas a ênfase do novo governo de enfrentar a corrupção, um mal histórico e institucionalizado, tem rendido apoio ao novo governo.
Assembléia Geral da WEA
Os representantes da Aliança Evangélica Mundial levaram uma convocação à participação da Assembléia Geral da WEA, que acontecerá em Seul/Coréia do Sul, de 18 a 26 de outubro de 2014. A WEA pretende reunir na Coréia delegações de 200 países, incluindo uma expressiva participação de jovens.
Os representantes da Aliança Evangélica Mundial levaram uma convocação à participação da Assembléia Geral da WEA, que acontecerá em Seul/Coréia do Sul, de 18 a 26 de outubro de 2014. A WEA pretende reunir na Coréia delegações de 200 países, incluindo uma expressiva participação de jovens.
Propósitos e Atuação da AEL
Os presentes à reunião de Honduras, definiram que o objetivo da AEL é o de ser um instrumento de unidade, representação, diálogo e cooperação entre as diferentes alianças dos países membros. Também estabeleceram que seu ministério se orientará principalmente para:
Os presentes à reunião de Honduras, definiram que o objetivo da AEL é o de ser um instrumento de unidade, representação, diálogo e cooperação entre as diferentes alianças dos países membros. Também estabeleceram que seu ministério se orientará principalmente para:
- Promover e defender os valores e princípios estabelecidos pela Palavra de Deus;
- Atuar em instâncias internacionais, como a voz representativa de seus membros;
- Pronunciar-se sobre assuntos de interesse comum das respectivas alianças e da sociedade;
- Fortalecer as Alianças Evangélicas membros e seus relacionamentos;
- Fomentar a cooperação entre os membros para alcançar os objetivos das alianças;
- Expressar a unidade espiritual, em testemunho conjunto e contribuir para a construção do pensamento teológico;
- Participar de fóruns e reuniões que se destinam a defender a liberdade religiosa, as causas da paz e da justiça e
- Equipar a Igreja para ser um agente de transformação sócio espiritual da sociedade.
Direção da AEL e apoio
A Assembléia reunida em Honduras escolheu sua "Junta Diretiva", apontando como Presidente da AEL o Pastor Alberto Solórzano, que é o presidente da Confederação Evangélica da América Central (CEDECA). Esta junta será composta por sete membros, representantes dos Hispanos nos EUA, do México, da América Central e Caribe, dos países Bolivarianos, do Brasil, dos países do Cone Sul e da Espanha. A composição da assembléia foi de uma liderança bastante pragmática, de idades variadas e de diferentes tamanhos e matizes de igrejas. Impressionante foi a disposição da equipe local, sempre tão disposta a servir.
A reunião de Honduras teve seu encerramento com o "ato fundacional" na noite do último dia de encontro. Na noite anterior o presidente da república já havia declarado sua admiração e compromisso com as causas dos evangélicos. No último dia foi o jovem vice-prefeito que deu seu emocionante testemunho pessoal do que o evangelho fez em sua vida em meados deste ano. Antes de terminar o encontro, os presentes ainda escutaram as saudações recebidas. Várias das lideranças continentais de grandes organizações e denominações manifestaram apoio ao passo dado.
A Assembléia reunida em Honduras escolheu sua "Junta Diretiva", apontando como Presidente da AEL o Pastor Alberto Solórzano, que é o presidente da Confederação Evangélica da América Central (CEDECA). Esta junta será composta por sete membros, representantes dos Hispanos nos EUA, do México, da América Central e Caribe, dos países Bolivarianos, do Brasil, dos países do Cone Sul e da Espanha. A composição da assembléia foi de uma liderança bastante pragmática, de idades variadas e de diferentes tamanhos e matizes de igrejas. Impressionante foi a disposição da equipe local, sempre tão disposta a servir.
A reunião de Honduras teve seu encerramento com o "ato fundacional" na noite do último dia de encontro. Na noite anterior o presidente da república já havia declarado sua admiração e compromisso com as causas dos evangélicos. No último dia foi o jovem vice-prefeito que deu seu emocionante testemunho pessoal do que o evangelho fez em sua vida em meados deste ano. Antes de terminar o encontro, os presentes ainda escutaram as saudações recebidas. Várias das lideranças continentais de grandes organizações e denominações manifestaram apoio ao passo dado.
Deus nos surpreendeu muito nestes dias.
Pelas reações posteriores, voltamos todos muito impactados porque fomos
surpreendidos pela graça de Deus.
Airton Härter Palm
representante da Aliança Evang. Brasileira
e agora membro da junta diretiva da AEL
