quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Carta Mensal da Aliança Evangélica

por Russell Shedd


Identidade, Unidade e Missão são temas abrangentes, mas de importância indiscutível.

A identidade evangélica tem suas raízes na Reforma do século 16, quando foram levantadas as questões sobre o caminho da salvação. Durante os mil anos anteriores a doutrina da justificação pela fé ficara escondida. A Igreja Católica Romana se arrogava o direito de determinar quem seria aceito por Deus ou condenado eternamente. A Bíblia foi silenciada para a maioria dos fieis. Somente com a tradução do texto sagrado para o vernáculo é que foi possível para o homem comum confirmar sua esperança de receber a vida eterna. O resultado desse debate foi a criação das igrejas que, separadas da Romana, se identificaram como evangélicas. Essa identidade estabelece claramente as seguintes marcas: 1) A Bíblia é a fonte última de autoridade divina. 2) A salvação é recebida unicamente pela fé no Senhor Jesus Cristo, que morreu e ressuscitou para encabeçar sua igreja invisível, isto é, somente Deus conhece quem são os que lhe pertencem. 3) Igrejas locais são identificáveis pelo seu compromisso com a pregação, o ensino da Palavra de Deus e a participação nas ordenanças que Jesus estabeleceu: o batismo e a Santa Ceia.

Se a unidade espiritual tem caracterizado os evangélicos, há, no entanto, pouco compromisso com a unidade visível. Mas quem lê o Novo Testamento não pode negar que a unidade é um dos temas mais destacados, pois o Corpo de Cristo é um só. “Façam todo o esforço para conservar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz. Há um só corpo e um só Espírito, assim como a esperança para a qual vocês foram chamados é uma só; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só Deus e Pai de todos que é sobre todos” (Ef 4.3-6). Desta maneira Paulo escreve para conclamar os seguidores de Cristo a reconhecerem a unidade que eles têm. Não há no Novo Testamento a sugestão de um centro de controle humano, um governo autoritário, mas sim o chamado a uma verdadeira unidade de amor entre irmãos e irmãs que pertençam à família de Deus. Os agrupamentos nas diversas denominações não devem negar essa unidade básica. Como pode haver rivalidade numa família madura que confessa que Jesus Cristo é seu Senhor? Há diversidade evangélica nas interpretações de alguns trechos bíblicos; há práticas denominacionais distintas; mas as doutrinas centrais da fé devem ser sempre mantidas e defendidas no pertencimento à identidade evangélica.

A missão das igrejas evangélicas é glorificar a Deus por meio de adoração bíblica, evangelizar os que não professam uma fé genuína no Senhor Jesus e discipular as nações ensinando-as a obedecer a todas as coisas que Jesus ordenou (Mt 28.19, 20). E organizar comunidades locais onde essa missão seja claramente estabelecida.

Cristo ordena aos seus seguidores que, como “a luz do mundo”, não escondam essa luz debaixo duma vasilha. “Ao contrário, coloca-a no lugar apropriado, e assim ilumina a todos os que estão na casa. Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês” (Mt 5.14-16). É pelas boas obras que o povo de Deus mostra o amor dele pelos seus filhos e por aqueles que são marcados pela sua imagem.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Notícias da Aliança Evangélica

Conselho Geral se reuniu em Campinas

Líderes da Aliança Cristã Evangélica Brasileira se reuniram em Campinas nos dias 22 e 23 de agosto para uma reunião de planejamento. Além de membros do Conselho Geral, outros departamentos da Aliança estiveram presentes, além de convidados para implantação de futuras parcerias. Ao todo nos dois dias, cerca de 30 pessoas estiveram participando da reunião. Um dos pontos de planejamento foi o I Fórum da Aliança Evangélica, nomes para seminários e multiplex foram fechados, incluindo logística e programação do Fórum. Valdir Steuernagel deixou claro que a “Aliança nasce para duplicar, mas para potencializar” a igreja evangélica brasileira. Ariovaldo Ramos corroborou afirmando que a Aliança não é um ministério que nasceu, mas sim um local de encontro dos ministérios da igreja brasileira.

Foto: Alex Fajarto


segunda-feira, 14 de março de 2011

Convocação à Intercessão!

"Lembrem-se dos que estão sendo maltratados como se vocês mesmos
estivessem sendo maltratados." Hebreus 13.3

Está é uma hora na qual o povo de Deus, no Brasil e em todo mundo, deve
estar intercedendo pelos cristãos no Egito.

É inegável que o povo de Deus esteja celebrando a libertação política que
alguns dos países árabes estão experimentando neste momento da história. A
própria dignidade humana de homens e mulheres criados à imagem de Deus nos
convida a buscar por estruturas políticas livres e participativas. Nos
convida, ainda , a denunciar as ditaduras presentes em tantos lugares do
mundo e também em países árabes.

Mas nós cremos também que a libertação de uma estrutura não pode levar a
escravização por outra, seja ela política ou religiosa. É exatamente por
isso que estamos profundamente preocupados pelos acontecimentos no Egito,
que levaram a morte de vários cristãos num conflito com uma maioria
muçulmana. Esse é um acontecimento assustadoramente preocupante, que
denunciamos com vigor e a ele respondemos com a afirmação da liberdade
religiosa para todos, incluindo as minorias cristãs no Egito.

Este é também um acontecimento que nos leva a orar pelo Egito, como pais,
e pelos cristãos que são tão cidadãos egípcios como todos os outros.

É com profunda dor que acompanhamos o sofrimento da Igreja de Jesus Cristo
em vários paises árabes e no Oriente Médio e oramos por eles. Oramos para
que sejam consolados pelo Espírito Santo em meio ao seu sofrimento. Oramos
para que o Corpo de Cristo global possa buscar formas concretas de apoio a
estes irmãos. Oramos para que os cristãos no Egito sejam ativos
participantes na reconstrução da estrutura política e de estado deste
milenar pais.

A Deus entregamos as nossas irmãs e irmãos do Egito, suplicando pelo seu
consolo, resistência e participação pacífica na reconstrução da sua nação.


Ouve, Senhor a nossa oração

Aliança Cristã Evangélica Brasileira
Valdir Steuernagel

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Notícias





















No último dia 16 de fevereiro a sede do Movimento Encontrão (CPM-Centro de Pastoral e Missão) recebeu cerca de 40 líderes de diversas denominações da igreja evangélica de Curitiba. Juntos, tomaram um café da manhã e conversaram sobre a ACEB – Aliança Cristã Evangélica Brasileira. Iniciamos o encontro com uma meditação trazida por Martin Weingaertner e logo após abriu-se para um dialogo conduzido por Valdir Steuernagel a cerca da proposta desta Aliança, que tem como missão congregar seguidores do Senhor e Salvador Jesus Cristo como expressão da unidade da igreja.

Após o café o Conselho Geral da ACEB iniciou sua reunião que também foi sediada pelo CPM. Nos alegramos em poder receber muitos irmãos de diferentes denominações e que tem se esforçado em manifestar a unidade da igreja por meio do testemunho visível de amor e serviço no evangelho de Jesus Cristo.
Para mais informações da Aliança Evangélica: http://www.aliancaevangelica.org.br/